Cai suave e serena,
Desliza meiga e sagaz,
Me limpa o corpo e em dose pequena,
Retira o meu insanável suor,
Da pele esse inefável odor.
Recupera-me e mim refaz,
A tatuagem que o tempo apagou,
Da quietude que em mim estagnou.
Mostra-me na minha razão,
Que a mais ociosa emoção,
Quebra-me, divide-me em dois,
E não retorna igual, depois,
Pois já me tirou o pecado,
E em mim a pureza restaurou,
Com a destreza que do céu jorrou,
Pingos portentos vindo de lá,
Me limpa o corpo e me faz respirar,
Com a alma mais leve e, reanimado,
Eu posso outra vez começar.
Heraldo
quinta-feira, 27 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Prefácio do Desanimo.
Chega uma
hora que cansa,
Que a
fragilidade humana oscila na esperança,Que, por mais que o corpo insista,
A cabeça, a mente te diz: desista,
E de onde você espera que venha a solução,
Porque inspira no fim do túnel uma luz,
A resposta é mera, é perdida...é não,
Assim essa força já não te conduz,
Calo-me e quieto só me resta chorar,
No afã de tudo, depressa...passar...
Heraldo.
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