Cai suave e serena,
Desliza meiga e sagaz,
Me limpa o corpo e em dose pequena,
Retira o meu insanável suor,
Da pele esse inefável odor.
Recupera-me e mim refaz,
A tatuagem que o tempo apagou,
Da quietude que em mim estagnou.
Mostra-me na minha razão,
Que a mais ociosa emoção,
Quebra-me, divide-me em dois,
E não retorna igual, depois,
Pois já me tirou o pecado,
E em mim a pureza restaurou,
Com a destreza que do céu jorrou,
Pingos portentos vindo de lá,
Me limpa o corpo e me faz respirar,
Com a alma mais leve e, reanimado,
Eu posso outra vez começar.
Heraldo
quinta-feira, 27 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Prefácio do Desanimo.
Chega uma
hora que cansa,
Que a
fragilidade humana oscila na esperança,Que, por mais que o corpo insista,
A cabeça, a mente te diz: desista,
E de onde você espera que venha a solução,
Porque inspira no fim do túnel uma luz,
A resposta é mera, é perdida...é não,
Assim essa força já não te conduz,
Calo-me e quieto só me resta chorar,
No afã de tudo, depressa...passar...
Heraldo.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Poesia e Poeta.
O que seria
do poeta sem a inspiração,
O que seria
da inspiração sem as palavras.
O que seriam das palavras sem o coração,
E o que
seria do coração sem o amor,
O que seria
do amor sem o sentimento,
O que seria
do sentimento sem a expressão,
O que seria
da expressão sem o momento,
O que seria
do momento sem a emoção,
O que seria
da emoção sem o fulgor,
Que transforma
a inspiração em palavras,
As palavras
em expressão,
A expressão
em sentimento,
O sentimento
em coração,
O coração em
amor,
O amor em
poesia,
E a poesia no
poeta.
Heraldo.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Tocar e Cantar
É uma fulgurosa e intensa terapia,
Pro corpo, pra mente, pra alma,
Traz paz, lucidez, alegria,
Acalanto, encanto e acalma...
Heraldo.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Reflita:
Não há caos que não me permita respirar,
Não há pressa que não me permita perseverar,
Não há desafio que não me permita pensar,
Pois meu equilibrio é pra sustentar,
Minha razão, meu coração, meu caminhar...
Heraldo.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Saudade...Saudade...
Porque me toma, porque me invade!
Qual motivo, qual razão?
Saudade, saudade!
Aqui no meu peito nem o tempo aconchega,
Basta, chega!!!
Saudade, saudade!
Só me resta sofrer,
Quieto, calado, peito covarde!!
Que me faz querer,
Da lembrança à vontade,
Aqui dentro mais, não...,
Sofrer de paixão!
Heraldo.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Desejo.
Fotos e cenas,
De eminentes são pequenas,
De ardentes são loucas,
Entre pernas e bocas,
Aceleram e transformam,
Riem e choram,
De alegria, de satisfação,
Que audácia, nem tem alusão,
Fatídico dia chuvoso,
Que por ser tão gostoso,
As coisas que vejo,
Que incendeiam o desejo,
E corre nas veias,
Ardendo queimando,
Nesse emaranhado de teias,
E o corpo sugando,
Como mel, como fel,
Até cair e ofegante cansado,
Saciado no chão desmaiado.
Heraldo.
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