quinta-feira, 19 de março de 2009

O Poder do Meu Amor.

Mostrar-te-ei o poder, a magia do amor,
Se me permitires, dá-lo-ei na sua essência,
Dar-te-ei do sonho todo o fulgor,
Do corpo toda forma e calor,
Mostrar-te-ei esse sentimento, essa paixão,
No quão imenso e terno é o meu coração,
E no seu coração entrar-te-ei de mansinho,
Tomando por inteiro seu gosto, seu carinho,
Far-te-ei necessitar desse amor,
Tomar-te-ei sua alma, seu pensamento,
E serás minha, terás a mim e todo o meu sentimento.
Se me pedires a lua,
Moverei todos os esforços pra que seja sua.
Tamanha é a minha alegria em vê-la feliz assim.
Que me satisfaz
De tanto eu seria capaz,
Pra transformar esse amor que esta em mim,
De volta pra você,
Porque minha vida é sua.

Infância.

Nos tempos em que eu era menino, as nossas brincadeiras eram bem mais saudáveis, podíamos correr nas ruas, pular dos barrancos, na beira do rio e rolar até a água, se arrastar por debaixo das canoas no porto onde os pescadores as deixavam, podíamos pular de galho em galho pelas arvores do quintal de Dona Madi, podíamos fazer cabanas de samambaia e brincar de cawboy e de índio, podíamos jogar bola na rua de terra o dia inteiro e só parar para almoçar e ou jantar, tomar banho e dormir. Quando ganhávamos um brinquedo que geralmente era um carrinho de plástico, pois ainda não tinham inventado os brinquedos a pilha, ou a bateria, nem a fricção, nem tampouco os de controle remoto, se já havia era uma possibilidade muito remota a nosso ver, tamanha era a nossa festa pois logo íamos para a rua, pegávamos a enxada, a arrastávamos na areia para fazer estradas e passávamos muitas horas puxando pra lá e pra cá fazendo com a boca o barulho dos motores dos carros.Quando ganhávamos um trocado, moeda era mais certo, corríamos logo pra vendinha do Sr Joanil para comprar Tubaína para tomar e comer bolo. Estudar era como ir ao cinema, ao parque, sempre nos gerava enorme expectativa e entusiasmo, cada letra e por conseqüência palavra aprendida era como aprender um universo.
O nosso contato com as meninas era mais inocente, alias não havia essa convivência tão acentuada entre meninos e meninas, como é agora. Tudo isso era muito divertido, cheio de vida, cheio de infância, de esperança. Podíamos dizer que éramos sim crianças com uma infância divertida. Então apareceu a bicicleta, a maneira com que aprendíamos a montar e a se equilibrar era tão fascinante que só hoje me dou conta de quanto maravilhoso foi essa conquista para as nossas vidas. E todas as marcas deixadas pelos tombos, hoje considero sinais de conquista e de uma vida livre, onde podíamos viver sem nenhum tipo de “medo”. Uma vida sem fronteiras era para nós naquele tempo, pois brincávamos de viver e vivíamos com imensa felicidade o que nos proporcionava uma saúde abundante, mesmo com a debilidade das situações financeiras, mesmo com tantos tabus sobre medicina, quando nossos pais ao sentirmos algum sintoma de mal estar logo corriam para a hortinha e lá pegavam algumas ervas, pra nos medicar. Hortelã, Puejo, Erva Santa Maria, Sorda, Erva de Bicho, Alecrim, Erva Doce, etc...tantas que nos faziam bem e nos curavam.
Certamente posso dizer que a infância daquele tempo era bem mais feliz e completa.

Heraldo.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Oh Tristeza!

TRISTEZA
Hoje to meio triste,
No peito uma agonia que não existe,
Remédio que consiga acalantar.
Tem coisas que eu não consigo entender,
Tenho lutado pra não desanimar,
Mas ta difícil querer; viver,
Sempre tenho alegria,
Sempre trago folia,
No meu humilde coração,
Gosto de ver sorrisos,
Gargalhadas me animam,
Mas o que estraga é essa sensação,
De que por mais que eu lute,
Batalhe, insista, labute,
E se eu chorar é por cansaço,
Por falta de um abraço.
Hoje to meio triste,
No peito uma agonia que não existe,
Remédio que consiga acalantar.

A Estrada da Vida.

A estrada da vida não tem acostamento é cheia de curvas, aclives, declives é íngreme; é pista de alta velocidade e rotatividade, onde trafegar a 80 por hora é atrapalhar seu curso, pois o passado, o presente e o futuro se misturam nas idas e vindas da nossa historia.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Em Prece.

Senhor Deus, que a tua vontade prevaleça,
Que o teu amor permaneça,
E que eu nunca esqueça,
Que tua vontade prevalece,
Que o teu amor permanece,
Se eu te pedir em prece.

Foi Apenas Sonho.

Sentei ao vento, tocando o meu violão,
Fechei meus olhos e o seu rosto eu via,
Sorrindo a me olhar, me chamando.
Suas mãos estendidas pediam as minhas,
Seus lábios diziam palavras que eu não entendia,
Seus olhos piscavam de tristeza, chorando,
Estava a minha frente e a visão que eu tinha,
Era de um anjo, alado, que me queria... e então,
Da minha boca saiu uma linda canção,
Que ecoou por todo canto através do vento,
Que expressava ao fundo meu sentimento,
Esse imenso amor que me toma o peito,
É você que eu amo e não tem jeito,
Tudo em mim só quer você do lado.
E assim tocou meu rosto com as pontas dos dedos,
Como se me lançasse uma magia pra curar meus medos,
Só pude chorar porque te tocar não conseguia,
Mas o seu toque meu corpo todo sentia.
Abri meus olhos e você ainda eu via,
Sorrindo a me olhar, me chamando.
Aos pés da cama eu estava,
Meu violão calmamente eu dedilhava,
E o seu rosto que eu via era a tela do computador,
Com uma foto em uma dedicatória de amor,
Era tudo tão real, já nem sei,
Mas foi um sonho e chorando... acordei.