terça-feira, 24 de maio de 2016

CONFUSÃO.

Quem pode confundir,:
O som da viola com o do violão, “1ª”
O ronco do carro com o do trovão, “2ª”
O som da matraca com o da catraca, ”3ª”
O som do coração por uma paixão. ”4ª”
São diferentes, totalmente, completamente,
A primeira, encanta, emociona,
A segunda, impulsiona, direciona,
A terceira, irrita, agita, decepciona,
A quarta nos muda verdadeiramente.
Quem diz que pode definir,
Pode menosprezar e até rir,
Mas muito difícil não consentir,
Que é difícil confundir.


Heraldo.
CONFLUÊNCIA
Que possam parecer vãs as palavras, ditas por dizer e as atitudes, umas maduras, outras talvez imaturas, ou assuntos “descabidos”, ou que não possa existir um paradigma, há que se ter a certeza de que esta bem, que esta segura, isso torna os dias mais amenos, menos inglórios, pois para ser feliz, ninguém precisa sofrer... Se fosse pra eu viver de poesias, certamente teria uma vida mais calma, mais centrada, menos corrida, menos impulsiva, pois a calma que a função pede, impede que me seja tão desenfreada as vontades e as aspirações.

De repente descobri um eu que não queria,
Afobado, nervoso, apressado.
Motivos de uma razão sinuosa, demais tardia,
Incongruente, insensato, atrasado.
Ilógico, imprudente, fora do que sou,
E eis que assim me tornei,
Do que fui parece que pouco restou.
Refletir, reaprender, ...parei...



Heraldo.
ÀS SAIRINHAS

Ó Saíras que divinas cantam,
Nos teus fortes galhos e verde folhagem,
Ó exuberante aroeira.

Fazem festa, brincam, encantam,
Com seu pio, canto, e fascinante plumagem,
A verde, a azul, e a de sete cores, a mais faceira.

Doces aves que completam esta natureza,
Pela estética, simplicidade e beleza,
E assim se tornam dignas desta realeza.

E a esta arvore que as alimenta,
De frutos mini; vermelhos grãos,
Qual importância do chão ostenta,

Gera e da à vida como Deus e suas próprias mãos.

Heraldo.