terça-feira, 24 de maio de 2016

CONFLUÊNCIA
Que possam parecer vãs as palavras, ditas por dizer e as atitudes, umas maduras, outras talvez imaturas, ou assuntos “descabidos”, ou que não possa existir um paradigma, há que se ter a certeza de que esta bem, que esta segura, isso torna os dias mais amenos, menos inglórios, pois para ser feliz, ninguém precisa sofrer... Se fosse pra eu viver de poesias, certamente teria uma vida mais calma, mais centrada, menos corrida, menos impulsiva, pois a calma que a função pede, impede que me seja tão desenfreada as vontades e as aspirações.

De repente descobri um eu que não queria,
Afobado, nervoso, apressado.
Motivos de uma razão sinuosa, demais tardia,
Incongruente, insensato, atrasado.
Ilógico, imprudente, fora do que sou,
E eis que assim me tornei,
Do que fui parece que pouco restou.
Refletir, reaprender, ...parei...



Heraldo.
ÀS SAIRINHAS

Ó Saíras que divinas cantam,
Nos teus fortes galhos e verde folhagem,
Ó exuberante aroeira.

Fazem festa, brincam, encantam,
Com seu pio, canto, e fascinante plumagem,
A verde, a azul, e a de sete cores, a mais faceira.

Doces aves que completam esta natureza,
Pela estética, simplicidade e beleza,
E assim se tornam dignas desta realeza.

E a esta arvore que as alimenta,
De frutos mini; vermelhos grãos,
Qual importância do chão ostenta,

Gera e da à vida como Deus e suas próprias mãos.

Heraldo. 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Garoa.

Cai suave e serena,
Desliza meiga e sagaz,
Me limpa o corpo e em dose pequena,
Retira o meu insanável suor,
Da pele esse inefável odor.
Recupera-me e mim refaz,
A tatuagem que o tempo apagou,
Da quietude que em mim estagnou.
Mostra-me na minha razão,
Que a mais ociosa emoção,
Quebra-me, divide-me em dois,
E não retorna igual, depois,
Pois já me tirou o pecado,
E em mim a pureza restaurou,
Com a destreza que do céu jorrou,
Pingos portentos vindo de lá,
Me limpa o corpo e me faz respirar,
Com a alma mais leve e, reanimado,
Eu posso outra vez começar.

Heraldo




segunda-feira, 27 de maio de 2013

Prefácio do Desanimo.


Chega uma hora que cansa,
Que a fragilidade humana oscila na esperança,
Que, por mais que o corpo insista,
A cabeça, a mente te diz: desista,
E de onde você espera que venha a solução,
Porque inspira no fim do túnel uma luz,
A resposta é mera, é perdida...é não,
Assim essa força já não te conduz,
Calo-me e quieto só me resta chorar,
No afã de tudo, depressa...passar...

Heraldo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Poesia e Poeta.


O que seria do poeta sem a inspiração,
O que seria da inspiração sem as palavras.
O que seriam das palavras sem o coração,
E o que seria do coração sem o amor,
O que seria do amor sem o sentimento,
O que seria do sentimento sem a expressão,
O que seria da expressão sem o momento,
O que seria do momento sem a emoção,
O que seria da emoção sem o fulgor,
Que transforma a inspiração em palavras,
As palavras em expressão,
A expressão em sentimento,
O sentimento em coração,
O coração em amor,
O amor em poesia,
E a poesia no poeta.

Heraldo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Tocar e Cantar

É uma fulgurosa e intensa terapia,
Pro corpo, pra mente, pra alma,
Traz paz, lucidez, alegria,
Acalanto, encanto e acalma...

Heraldo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Reflita:

Não há caos que não me permita respirar,
Não há pressa que não me permita perseverar,
Não há desafio que não me permita pensar,
Pois meu equilibrio é pra sustentar,
Minha razão, meu coração, meu caminhar...

Heraldo.