quinta-feira, 18 de julho de 2019


Foi o sorriso mais lindo
Que eu já vi de você.
Com a leveza e a calma.
Com a janela da alma.

Você virou de mansinho,
E me olhou com carinho.
E de tão doce o seu jeito
Foi teu sorriso perfeito.
Linda, meiga, flor de melissa.

terça-feira, 25 de setembro de 2018


Às vezes passo muito tempo só,
Mesmo com pessoas por perto, estou quieto,
É do meu interior, de minha natureza.
Talvez eu não busque ser assim com ar de tristeza,
Não é como uma droga que procuro e, em mim injeto,
Assim tampouco não sou digno de dó.

Os sentimentos que tomam são específicos de minhas visões,
Não são dores, nem rancores, nem ilusões,
As vezes me deprimem, outras vezes me levantam, me animam,
Mas eles vêm e vão e o tempo todo me dominam,
São da idade ...talvez eu deva procurar um doutor,
Ou são do corpo e da alma, simplesmente pelo excesso ou ausência de amor.


“HÁ AMOR?”

Há quase uma febre: uma doença;
Uma insensatez, uma indiferença,
Que se tornou na sua maioria, uma descrença;
Não é culpa do amor,
Nem culpado é o dissabor.
Culpa, vejo em quem ama,
Pouco importa, tanto faz se há a chama;
Mais ênfase no que quero,
De quem amo muito espero,
Mas não posso” reciprocicrar”.
Muita gente junta por nada,
Poucos se doam pra alma metade,
Como há de se esperar fidelidade.
Há quase uma febre: uma doença;
Pois há a paixão falada,
Sem o relacionamento vivido
E não há o amor profundo, sentido...



PARTIDA SEM IDA.

Ô vontade doida de sumir;
Lá pra onde o sol nasce eu partir,
Sonho antigo vida nova recomeçar,
N’outra terra, bem ao longe lá morar.

S’imbora velha mala, quero me ir,
Duas peças, três peças, vou levar,
Só as sandálias nesses pés quero calçar,
E a minha alma outro destino desenhar.


FELIZ! FELIZ!

Não existe um dueto,
Nem tampouco um soneto,
Que me possa dizer o quanto gosto de ti;
Por tê-la aqui...
Meu peito arde, meu coração diz,
Feliz! Feliz!



Seu sorriso é como a nevoa quando eu estou,
Me da a direção e me mostra pra onde eu vou,
Clareia tudo e me diz quem sou...


VIDA QUE TE QUERO

Vida que te quero vida,
Viver enquanto me for concedido,
Faço-a viva, amiga, querida,
Tenho-a rica, como tenho podido...
As sombras, com o sol eu clareio,
Os choros,... Com riso rareio.
As frestas ventilam saudades,
Arestas, de loucas verdades,
Impunham o dom que me faz escrever.
Ao topo do mundo querer,
Singrar co’estas velas eu ser,
Dono de mim, do que sou do meu viver!!




SITIO MEU.

É tão bom estar aqui
Passarinhos ouvir,
A natureza e seu manto.
Na beleza desse canto.
Cantinho de paz,
Minha alma já traz
Felicidade.

Ir à beira do rio
Jogar minha linha,
Alegria só minha
Dias e dias a fio.

Por o barco na água
Pra buscar camarão
Nesse tempo que frágua,
Mais de pura paixão.

O galo já cantou,
Galinha cocorejou,
Busca os ovos no cercado
Mãe faz frito estrelado,
Bom demais,
Esse tempo de paz.


UM MINUTO

Não importa muito o que você diga.
Dá pra ver no seu olhar.
Sua respiração na fadiga.
Seu desejo é me abraçar.

Não importa a sua indiferença.
Quando quer você me olha que eu sei.
Te incomoda minha presença.
Seu coração eu já conquistei.

1 minuto eu queria estar só.
Com você perto de mim
Pra te roubar e desatar esse nó.
Que você teima em resistir.
1 minuto só pra resolver.
Uma vida pra mim e pra você.

terça-feira, 24 de maio de 2016

CONFUSÃO.

Quem pode confundir,:
O som da viola com o do violão, “1ª”
O ronco do carro com o do trovão, “2ª”
O som da matraca com o da catraca, ”3ª”
O som do coração por uma paixão. ”4ª”
São diferentes, totalmente, completamente,
A primeira, encanta, emociona,
A segunda, impulsiona, direciona,
A terceira, irrita, agita, decepciona,
A quarta nos muda verdadeiramente.
Quem diz que pode definir,
Pode menosprezar e até rir,
Mas muito difícil não consentir,
Que é difícil confundir.


Heraldo.
CONFLUÊNCIA
Que possam parecer vãs as palavras, ditas por dizer e as atitudes, umas maduras, outras talvez imaturas, ou assuntos “descabidos”, ou que não possa existir um paradigma, há que se ter a certeza de que esta bem, que esta segura, isso torna os dias mais amenos, menos inglórios, pois para ser feliz, ninguém precisa sofrer... Se fosse pra eu viver de poesias, certamente teria uma vida mais calma, mais centrada, menos corrida, menos impulsiva, pois a calma que a função pede, impede que me seja tão desenfreada as vontades e as aspirações.

De repente descobri um eu que não queria,
Afobado, nervoso, apressado.
Motivos de uma razão sinuosa, demais tardia,
Incongruente, insensato, atrasado.
Ilógico, imprudente, fora do que sou,
E eis que assim me tornei,
Do que fui parece que pouco restou.
Refletir, reaprender, ...parei...



Heraldo.
ÀS SAIRINHAS

Ó Saíras que divinas cantam,
Nos teus fortes galhos e verde folhagem,
Ó exuberante aroeira.

Fazem festa, brincam, encantam,
Com seu pio, canto, e fascinante plumagem,
A verde, a azul, e a de sete cores, a mais faceira.

Doces aves que completam esta natureza,
Pela estética, simplicidade e beleza,
E assim se tornam dignas desta realeza.

E a esta arvore que as alimenta,
De frutos mini; vermelhos grãos,
Qual importância do chão ostenta,

Gera e da à vida como Deus e suas próprias mãos.

Heraldo. 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Garoa.

Cai suave e serena,
Desliza meiga e sagaz,
Me limpa o corpo e em dose pequena,
Retira o meu insanável suor,
Da pele esse inefável odor.
Recupera-me e mim refaz,
A tatuagem que o tempo apagou,
Da quietude que em mim estagnou.
Mostra-me na minha razão,
Que a mais ociosa emoção,
Quebra-me, divide-me em dois,
E não retorna igual, depois,
Pois já me tirou o pecado,
E em mim a pureza restaurou,
Com a destreza que do céu jorrou,
Pingos portentos vindo de lá,
Me limpa o corpo e me faz respirar,
Com a alma mais leve e, reanimado,
Eu posso outra vez começar.

Heraldo




segunda-feira, 27 de maio de 2013

Prefácio do Desanimo.


Chega uma hora que cansa,
Que a fragilidade humana oscila na esperança,
Que, por mais que o corpo insista,
A cabeça, a mente te diz: desista,
E de onde você espera que venha a solução,
Porque inspira no fim do túnel uma luz,
A resposta é mera, é perdida...é não,
Assim essa força já não te conduz,
Calo-me e quieto só me resta chorar,
No afã de tudo, depressa...passar...

Heraldo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Poesia e Poeta.


O que seria do poeta sem a inspiração,
O que seria da inspiração sem as palavras.
O que seriam das palavras sem o coração,
E o que seria do coração sem o amor,
O que seria do amor sem o sentimento,
O que seria do sentimento sem a expressão,
O que seria da expressão sem o momento,
O que seria do momento sem a emoção,
O que seria da emoção sem o fulgor,
Que transforma a inspiração em palavras,
As palavras em expressão,
A expressão em sentimento,
O sentimento em coração,
O coração em amor,
O amor em poesia,
E a poesia no poeta.

Heraldo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Tocar e Cantar

É uma fulgurosa e intensa terapia,
Pro corpo, pra mente, pra alma,
Traz paz, lucidez, alegria,
Acalanto, encanto e acalma...

Heraldo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Reflita:

Não há caos que não me permita respirar,
Não há pressa que não me permita perseverar,
Não há desafio que não me permita pensar,
Pois meu equilibrio é pra sustentar,
Minha razão, meu coração, meu caminhar...

Heraldo.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Saudade...Saudade...

Porque me toma, porque me invade!
Qual motivo, qual razão?
Saudade, saudade!
Aqui no meu peito nem o tempo aconchega,
Basta, chega!!!
Saudade, saudade!
Só me resta sofrer,
Quieto, calado, peito covarde!!
Que me faz querer,
Da lembrança à vontade,
Aqui dentro mais, não...,
Sofrer de paixão!

Heraldo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Desejo.


Fotos e cenas,
De eminentes são pequenas,
De ardentes são loucas,
Entre pernas e bocas,
Aceleram e transformam,
Riem e choram,
De alegria, de satisfação,
Que audácia, nem tem alusão,
Fatídico dia chuvoso,
Que por ser tão gostoso,
As coisas que vejo,
Que incendeiam o desejo,
E corre nas veias,
Ardendo queimando,
Nesse emaranhado de teias,
E o corpo sugando,
Como mel, como fel,
Até cair e ofegante cansado,
Saciado no chão desmaiado.

Heraldo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Busco Você.

O dia segue chuvoso,
Eu caminho devagar,
A chuva cai sobre o meu corpo,
Lembro seu rosto,
Lembro seu olhar,
E percorro um caminho sinuoso,
Pra te ver, pra te buscar,
E incansavelmente te achar.

Heraldo